segunda-feira, 15 de junho de 2015

SERÁ QUE JÁ VI, OU MELHOR VIVI, ESSE FILME ANTES?

É uma luta desigual a que se trava contra o câncer, é uma doença realmente democrática, não faz acepção de pessoas. Do princípio, o impacto universal, o primeiro momento, aquele do choque, do susto, o do "meu mundo caiu", enfim, do chão que se abre aos nossos pés, bem à nossa frente, define-se a estrada, e iniciamos uma longa caminhada,  até o que consideramos o fim da história, é quando atravessamos a barreira do tempo de 5 anos, como o atleta ultrapassa a linha de chegada, competindo numa maratona, e alcança a vitória tão almejada. Infelizmente, muitas vezes, esse fim pode ser como a inalcançável linha do horizonte, mas vê-se lá, é a motivação necessária e indispensável, é a fé, a que move montanhas, a que nos fortalece e nos revela, ao mundo, pessoas resilientes, e assim, descobrimos e aprendemos coisas inacreditáveis sobre nós mesmos, dentre elas, talvez a principal, a possibilidade de viver com plenitude o que as limitações permitem, e nesse ponto, muitas vezes podemos incorrer no erro de nos considerarmos imunes, isentos ao "mal", como se cada um tivesse a sua própria cota de dor causada por uma doença, e nós já cumprimos a nossa. Daí, quando a expressão 'será que já vi, ou melhor vivi, esse filme antes?' nos invade, vem com um pesar aterrorizante, como uma avalanche, um vulcão que ameaça entrar em erupção, e a gente se permite o choro, o medo, a incerteza, como que para pegar impulso e seguir na caminhada, a longa caminhada rumo à linha do horizonte, que somente a fé nos possibilita enxergar, e dessa vez, também, o mais importante não é mirar o objetivo, mas sim, não perder a paisagem ao redor até ele, ou seja, viver com plenitude tudo o que for possível no caminho, que segue para muito além do horizonte.
 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

UM POEMA PARA AMANHÃ, TALVEZ!


SERIA UM LINDO DIA PARA SE SONHAR

 
Continuar a vida sonhando

Ou continuar sonhando na vida...

Há uma diferença substancial

E ao mesmo tempo uma identidade

E uma necessidade de serem guardadas as expressões

No mesmo local no cérebro ou na vida!

É a necessidade de ser real na vida real

E não só na imaginária.

Descubro que a vida continua

Ora com grandes esforços, ora sem nenhum

Mas descubro principalmente que sou a mesma mulher

Porém não sei onde estão os meus sonhos

Não tenho direito de sonhá-los

Ou apenas que não se tornarão grandes realidades.

Hoje seria um lindo dia para se sonhar...

Mas percebo tão claramente

Que tenho que lançar a caixinha dos sonhos no mar

E farei... Apenas para continuar a vida...