terça-feira, 9 de dezembro de 2008

COMO TUDO COMEÇOU...

“Nós somos medo e desejo,
somos feitos de silêncio e sons.
Tem certas coisas que eu não sei dizer...” .
Lulu Santos


Desde a adolescência coloquei as palavras 'otorrinolaringologista' e 'fonoaudióloga' no meu dicionário particular. Aos 17 anos fazia a 1ª cirurgia para retirar um pólipo (lesão polipóide solitária benigna, que acomete principalmente crianças e adultos jovens) na corda vocal direita, mas já havia retirado as amigdalas aos 14. Foi também nesse período que ganhei um violão de presente de aniversário, e assim minha rotina passa, além de preparação pro vestibular e fonoaudióloga com exercícios de voz e discursos sobre repouso vocal indispensável, horas e mais horas pelas madrugadas a tentar desvendar as notas musicais e encontrar um tom que eu alcançasse. Claro que nunca encontrava esse tom, o que não me impedia de cantar, cantar e cantar, sempre rodeada de muitos amigos. Sem modéstia, rapidinho eu já tocava muito bem, notas dissonantes impecáveis, MPB e bossa nova, uma finura musical. E como estava em alta, era chique fumar, eu fumava, e bebia cerveja.

Entrei na faculdade, Letras, queria ser professora, e também entrei no PCdoB (Partido Comunista do Brasil) ainda na ilegalidade, e participei de Congressos da UNE (União Nacional dos Estudantes); Seminários do ENEL (Encontro Nacional dos Estudantes de Letras); Seminários de Viração (Juventude do PCdoB, hoje UJS, União da Juventude Socialista), além de desenvolver um movimento político pela emancipação da minha cidade, Madalena-CE, e hoje preparo lançamento de um livro que escrevi contando essa vitória do Povo:

http://www.umsonhofelizdecidade.blogspot.com/

A 2ª cirurgia foi em setembro de 2000 - só o início de uma longa caminhada de muitas cirurgias:

“...Pregas vocais móveis e assimétricas. Observa-se lesão vegetante e leucoplásica no 1/3 médio da prega vocal direita.... Diagnóstico: Lesão vegetante e leucoplásica de prega vocal direita.”

Esse foi o resultado do exame: Papiloma de corda vocal, doença mais comum em criança, rara em adulto, altamente recidivante. A conduta é: cirurgia da laringe para exérese de lesão. "Não fique triste, eu aconselho que a cirurgia seja logo, pra que você fique logo boa. Não se angustie, vai dar tudo certo", dizia o médico.
Aqui eu já tinha 38 anos, servidora pública do Estado, professora, casada, mãe de 3 lindos e amados filhos, já não fumava desde pouco tempo depois do noivado, condição imposta para o casamento, o que me ofendeu profundamente, na época, mas eu, na condição de completamente apaixonada, não tive argumentos convincentes ao César a conviver com meu cigarro. Hoje agradeço a Deus por essa imposição dele, já faz 22 anos, ou seja, parei de fumar em julho de 1987. Casei em novembro do mesmo ano, e no ano seguinte parei de tomar cerveja, por causa da gravidez e nascimento do 1º filho. Foi uma decisão própria, simplesmente não suportava mais, abusei. Isso foi muito bom pra minha saúde, acredito que com fumo e bebida o quadro seria muito pior.

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Assim, dia 20/09/2000 eu fazia a 1ª de uma sequência de 11 cirurgias para retirada de papiloma, que como disse anteriormente, é altamente recidivante. Para a cirurgia seguinte, foi um intervalo de 48 dias.

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Era sempre assim: Muitas dores num período de 7 dias, desconforto, e o pior, comunicação através da escrita. Esperar o resultado da biópsia era uma tensão absoluta, felizmente era sempre "negativo para células neoplásicas". Que alívio, porque em nem conseguia pensar naquela palavrinha "câncer". Confirmar papiloma era mesnos ruim, visto que é um tumor benigno. Foi quando, praticamente, eu assimilei as palavras tumor e benigno, como substantivo e adjetivo juntos. Realmente elas não deveriam se relacionar, já que tumor é algo indesejável, doloroso, doentio e benigno é algo suave, brando, agradável. Como benigno pode adjetivar tumor? Felizmente pode, e tem um peso decisivo, dá uma conotação perfeita, senão vejamos: “Tumor benigno – o que não invade tecidos em que se não originou e não produz metástase” (cf. Dicionário Aurélio – séc. XXI). Então, compreendi, na minha prática, que é benigno porque poderia ser muito pior. Compreendi, também na minha prática, o que significa dar graças em tudo, aí glorifiquei a Deus, não por eu ter um tumor benigno, mas por Ele ser um Deus Vivo e ter se manifestado a mim. Na verdade, eu ainda não sabia que a minha situação gritava por um milagre.

Depois de cada cirurgia, a indicação era a fonoterapia, até a recidiva do tumor, que me levava a mais uma cirurgia. Realmente, não há tratamento para papiloma de prega vocal, e a cirurgia é indicada, tantas quanto forem necessárias, porque o tumor pode crescer a ponto de impedir a respiração. Se isso acontecer, a saída é uma traqueotomia, essa palavra me arrepiava até a alma. Estava aprendendo uma coisa nova: a cirurgia não era para ficar curada, mas apenas para continuar ‘respirando’. Agradeci a Deus eu poder fazer outra cirurgia. Havia a possibilidade de mais algumas... Foi aí que compreendi que estava dependendo completamente de um milagre de Deus. “Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até à alma.”
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Mas, muito melhor é depender de um milagre do Senhor, do que depender de toda a sabedoria do homem. Se Ele quiser, usa o homem. Era esse o meu pensamento, todas as vezes que entrava no centro cirúrgico, certa de que Deus iria operar, através daquele médico já tão querido por mim, um milagre em mim. Assim, sucederam-se 11 cirurgias. Os resultados eram bons, das biópsias, sempre negativo para células malignas, isso me tranquilizava muito, a possibilidade de câncer sempre descartada.

Na última cirurgia, em 2007, o médico usou uma droga que estava surtindo um efeito positivo, desacelerando o surgimento de papilomas. De fato, foi mais de 1 ano sem cirurgias, eu acreditava estar livre, depois, surgia algum resquício de papiloma, mas sem ser necessário retirar.

domingo, 23 de novembro de 2008

LARINGECTOMIA

A laringectomia é uma cirurgia para remover totalmente a laringe ou parte dela, ou seja, a laringectomia pode ser Total ou Parcial.

Cirurgia da Laringe:
http://cms.piso5.net/index.php?option=com_content&task=view&id=58&Itemid=29

Tratando bem a Voz

O que é Voz?

A voz é o som produzido pelo homem que identifica não somente a sua idade, seu sexo e seu tipo físico, como também é um dos meios mais fortes que identificam nossas características de personalidade e estado emocional.

Como perceber problemas na voz?

Ardência, dor na garganta, perda de voz ou rouquidão podem ser sinais de problemas vocais. A consulta com um médico otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo é necessária caso os sintomas persistam.

Como cuidar da sua voz?

Alguns cuidados básicos auxiliam a preservar a saúde vocal e previnem o aparecimento de alterações na voz.

1. Evite fumar - o fumo é altamente irritante. A fumaça age na mucosa do trato vocal, o que faz surgir um depósito de secreção provocando o pigarro.

2. Evite bebidas alcoólicas - as bebidas permitem uma anestesia dos tecidos com a conseqüente perda de sensibilidade e um provável abuso vocal.

3. Cuidado com o ar condicionado - muitas pessoas são sensíveis ao ar condicionado pois ele pode provocar um ressecamento da mucosa do trato vocal.

4. Evite o pigarro e tosses freqüentes - eles podem facilitar o aparecimento de alterações nas pregas vocais, devido ao grande atrito causado na mucosa.

5. Evite roupas apertadas - algumas roupas pressionam a região do pescoço (gravatas apertadas, golas altas, lenços, etc.) e do abdômen (corpetes, cintas, etc.), limitando a livre movimentação da laringe e do diafragma.

6. Beba água - a ingestão de 2 litros ao dia pode reduzir a viscosidade do muco da laringe.

7. Evite pastilhas refrescantes - elas são como anestésicos e podem permitir o abuso vocal.

8. Ingerir maças antes de utilizar a voz como atividade profissional é bom devido suas propriedades adstringentes.

9. Mantenha uma boa postura corporal, possibilitando a movimentação da laringe e a projeção adequada da voz.

10. Evite gritar ou falar por muito tempo para não provocar fadiga vocal.

11. Quando fizer uso prolongado de sua voz faça um repouso vocal de pelo menos 30 minutos, para poupar a musculatura fonatória e irrigar as pregas vocais.

Como a voz é produzida?

A voz é produzida na laringe. A laringe é um tubo vocal onde ficam as pregas vocais.Quando inspiramos o ar entra nos pulmões e as pregas vocais se afastam, permitindo a passagem do ar.Quando falamos as pregas vocais se aproximam, o ar sai dos pulmões e passa pela laringe permitindo a vibração das pregas vocais.O som produzido pelas pregas vocais passa por um “alto-falante” natural formado pela laringe, boca e nariz. Essas estruturas são chamadas cavidades de ressonância.Por fim, os diferentes sons da fala são articulados na boca, modificando o ar vindo dos pulmões. Esses movimentos devem ser precisos para produzir sons claros e inteligíveis.

Voz e idade
A voz pode ser alterada com tratamento fonoaudiológico Algumas pessoas possuem vozes que não combinam com seu tipo físico, sexo ou idade.

É o caso de homens adultos com vozes mais agudizadas que o normal, mulheres jovens com vozes agravadas e afonia, entre outros. Alguns desses problemas de voz não são causados por alterações na prega vocal, que é considerada normal em anatomia e fisiologia, se movimentando corretamente. Mesmo assim a pessoa não consegue produzir o som normal. É aí que entra uma das áreas de atuação em voz do profissional fonoaudiólogo: o tratamento das disfonias funcionais.A docente e supervisora da área de Voz da Clínica de Fonoaudiologia da Uniara, Maria Lúcia Dragone, explica que os distúrbios de voz são, algumas vezes, causados por problemas funcionais de postura de laringe ou funcionais psicossomáticos. "A pessoa não apresenta nenhuma lesão ou motivo visível e anatômico para a voz ser dessa forma", diz. A postura inadequada de laringe faz com que a pessoa se acostume a falar produzindo uma tensão inadequada no órgão ou um movimento compensatório inadequado. Isso é causado, de acordo com Maria Lúcia, por traumas emocionais, opções incorretas de postura da laringe ou tensão, que faz com que a pessoa não se acostume a produzir a voz de maneira solta. No caso de adultos do sexo masculino que possuem voz fina o problema pode se iniciar na passagem para a puberdade. Nessa fase, os garotos passam por um processo chamado muda vocal, que é o agravamento da voz em quase uma oitava. "A laringe e as pregas vocais crescem, existe toda uma mudança no organismo. Algumas vezes os rapazes não fazem essa mudança vocal com tranqüilidade e não se acostumam a produzir a voz na forma relaxada, mantendo uma postura inadequada de laringe", explica Maria Lúcia. Ela conta que a atuação fonoaudióloga nesses casos acontece, além da avaliação vocal, em um tratamento por meio de exercícios que servem como uma espécie de "manobra mecânica" da própria laringe. "Conseguimos, dessa forma, comprovar se o problema é postural da laringe e mostrar que a pessoa, com um ajuste motor diferente, pode emitir voz normal voluntariamente", diz. Descoberto o novo ajuste motor, o paciente passa a fazer terapia para desencadear e automatizar a postura diferente da laringe. "São feitos, por exemplo, alguns tipos de relaxamento cervicais com apoio de manobras digitais da laringe, que é conduzida para a posição correta durante a fala do paciente. Assim, ele percebe que tem uma outra opção motora", explica a fonoaudióloga. Ela acrescenta que os exercícios são bastante direcionados para cada caso.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Transplante de Laringe


De voz nova, em alto e bom som
Americano é o primeiro caso de transplante de laringe bem sucedido

Heidler: cantoria na igreja e palestras
O ex-bombeiro americano Timothy Heidler, de 43 anos, vive na pacata Duncansville, no Estado da Pensilvânia. Um de seus programas preferidos é cantar no coro da igreja local. A voz grave de Heidler é motivo de admiração na cidade – não por seu timbre, mas por ser um prodígio da medicina. Ele é o primeiro caso bem-sucedido de transplante de laringe, procedimento que desafia os cirurgiões desde a década de 60. Em 1978, Heidler sofreu um acidente de moto no qual perdeu essa parte da garganta essencial à fala – é dentro da laringe que ficam as cordas vocais. Até se submeter à operação, só conseguia comunicar-se (mal) com a ajuda de um aparelho eletrônico externo. Hoje, Heidler não só canta como se transformou em falador profissional. Dá palestras para grupos de vítimas de lesões graves na laringe. Também recuperou o olfato e o paladar. Agora só falta tampar o furo da traqueostomia por onde respirava antes do transplante. Sua história está relatada na última edição da revista The New England Journal of Medicine, uma das publicações científicas mais respeitadas dos Estados Unidos.

A cirurgia que devolveu a voz ao ex-bombeiro foi realizada em janeiro de 1998 por médicos de Cleveland. O doador foi um homem de 40 anos, morto em decorrência de um derrame. O transplante durou doze horas. Além da laringe, ele recebeu parte de uma nova traquéia e outra glândula tireóide. Num trabalho extremamente minucioso, os médicos religaram todos os vasos sanguíneos e nervos da área, o que garantiu o êxito da operação. A recuperação de Heidler foi surpreendente. Três dias depois do transplante, ele soltou um "hello". Contrariando as previsões médicas, no terceiro mês ele já conseguia engolir. Aos poucos, reconquistou o olfato e o paladar. O ex-bombeiro tem uma voz diferente da original, mas ela não é nada parecida com a do doador. Isso porque a voz é resultado do impacto do ar expirado sobre as cordas vocais, e não da conformação da laringe. "Depende muito mais da capacidade pulmonar de cada um", explica o médico Luiz Paulo Kowalski, especialista em cirurgia de cabeça e pescoço. O sucesso no caso de Heidler não significa que transplantes desse tipo estejam prestes a virar rotina. Como os riscos são altos demais, os médicos preferem instalar válvulas fonatórias artificiais em pessoas que perdem a laringe. Elas devolvem a capacidade de fala a 80% dos pacientes. A voz que sai das tais válvulas, porém, tende a ser muito fraca e abafada.
Revista VEJA - Edição 1 703 - 6 de junho de 2001

domingo, 5 de outubro de 2008

Problemas de Voz

A ocorrência do estresse ocupacional tem sido observado em todas as partes do mundo, como fator causal de mortalidade, morbidade e ruptura na saúde mental e bem-estar dos trabalhadores. O impacto dos fatores estressantes sobre profissões que requerem grau elevado de contato com o público, recebe o nome de Síndrome de Burnout. De origem inglesa, este termo significa: queimar, ferir, estar excitado, ansioso.
Essa doença é uma resposta emocional em consequência de relações intensas no ambiente de trabalho do Professor. Trata-se de uma resposta ao estresse emocional crônico, sentimentos relativos ao desempenho da profissão, representado por:
  1. exaustão física e emocional (contrastes entre tensão e tédio)
  2. a falta de reconhecimento, peso da crítica social e baixo salário
  3. baixa auto-estima e ausência de resultados percebidos no trabalho
  4. diminuição da realização pessoal no trabalho (competência, sucesso, depressão)
  5. despersonalização (distanciamento, separação, coisificação, insensibilidade, cinismo)
  6. envolvimento (pessoas, proximidade, atenção diferenciada)

BURNOUT É A REAÇÃO FINAL DO INDIVÍDUO EM FACE DAS EXPERIÊNCIAS ESTRESSANTES QUE SE ACUMULAM AO LONGO DO TEMPO.


Assim, podemos reunir os principais sintomas da Síndrome de Burnout em 4 grupos principais:
a) Psicossomáticos: fadiga crônica, dor de cabeça, distúrbios do sono, úlceras e problemas gástricos, dores musculares, perda de peso;
b)Comportamentais: falta ao trabalho, vícios (fumo, álcool, drogas, café);
c)Emocionais: irritabilidade, falta de concentração, distanciamento afetivo; e
d)Relativos ao trabalho: menor capacidade, ações hostis, conflitos, etc.
As situações de estresse contribuem para as condições de mau-uso e abuso da voz, que geram esforços e adaptações do aparelho fonador, deixando o profissional mais propenso ao desenvolvimento de uma disfonia.

TIPOS DE LESÕES

Os principais tipos de lesões orgânicas resultantes das disfonias funcionais são:
laringite, pólipo, cistos, leocoplasia e câncer de laringe. Abaixo, falaremos sobre algumas delas.
As alterações da mucosa da prega vocal (nódulos, pólipos e edemas das pregas vocais) têm como característica comum, o fato de representarem uma resposta inflamatória da túnica mucosa a agentes agressivos, quer sejam de natureza externa, quer sejam decorrentes do próprio comportamento vocal.

Nódulos

nódulos
Os nódulos resultam de: fatores anatômicos predisponentes (fendas triangulares), personalidade (ansiedade, agressividade, perfeccionismo) e do comportamento vocal inadequado (uso excessivo e abusivo da voz). O tratamento dos nódulos é fonoterápico. A indicação cirúrgica, todavia, pode ser feita quando os mesmos apresentam característica esbranquiçada, dura e fibrosada, ou ainda quando existe dúvida diagnóstica.

Pólipos

cistos
Os pólipos são inflamações decorrentes de traumas em camadas mais profundas da lâmina própria da laringe, de aparência vascularizada. O tratamento é cirúrgico. A voz típica é rouca. As causas podem ser: abuso da voz ou agentes irritantes, alergias, infecções agudas, etc.

Edemas das pregas (cordas) vocais

edema
Os edemas relacionam-se com o uso da voz. Normalmente são localizados e agudos. O tratamento é medicamentoso ou através de repouso vocal. Os edemas generalizados e bilaterais representam a laringite crônica, denominada Edema de Reinke. É encontrada em pessoas expostas a fatores irritantes externos, especialmente o tabagismo (fumo) e o elitismo, sendo o mais importante fator associado ao uso excessivo e abusivo da voz.
Quando discretos, os edemas podem ser tratados com medicamentos e fonoterapia, assegurando-se a eliminação de seu fator causal; quando volumosos, necessitam de remoção cirúrgica, seguida de reabilitação fonoaudiológica.

Infecções

Os fatores infecciosos, incluindo as sinusites, diminuem a ressonância e alteram a função respirstória, produzindo modificações na voz.
O efeito primário das infecções das vias aéreas superiores têm efeito direto sobre a faringe e a laringe, podendo provocar irritação e edema das pregas vocais. Estes processos infecciosos podem gerar atividades danosas, como o pigarro e a tosse que, por sua vez, podem causar traumatismos nas pregas vocais.
Há também fatores imunológicos, endócrinos, auditivos e emocionais, que podem causar transtornos na emissão da voz.

LARINGITE CRÔNICA

O agravamento das irritações crônicas da laringe é denominada laringite crônica. Os sintomas são: rouquidão e tosse, com sensação de corpo estranho na garganta, aumento de secreção, pigarro e, ocasionalmente, dor de garganta.
O tratamento envolve a eliminação dos fatores que provocam a irritação da laringe (exposição a produtos químicos e tóxicos, nível elevado de ruídos, maus hábitos alimentares, refluxo alimentar devido a gorduras, pigarro crônico, etc.), além da promoção de hábitos que melhoram a higiene vocal, evitando os abusos da voz.

O QUE É BOM PARA A SUA SAÚDE VOCAL

  1. Beber 7 a 8 copos de água por dia
  2. Procurar atendimento especializado se usar a voz na profissão
  3. Pastilhas, sprays ou medicamentos, só indicados por Médicos
  4. Evitar automedicação e soluções caseiras (gengibre, romã, etc.)
  5. Repouso da voz, após cada "apresentação" pública
  6. Usar roupas leves e evitar refrigerantes, gorduras e condimentos
  7. Realizar exercícios regulares de relaxamento, avaliações auditivas e fonoaudiológicas periódicas
  8. Manter a melhor postura da cabeça e do corpo durante a aula, a fala ou o canto.

O QUE É MAU PARA A SUA SAÚDE VOCAL

  1. Fumo, álcool, drogas e poluição
  2. Tossir, gritar muito ou pigarrear
  3. Cantar ou gritar quando gripado
  4. Falar em locais barulhentos (Olha o professor aí, gente...)
  5. Mudanças bruscas de temperatura
  6. Ambientes com muita poeira, mofo, cheiros fortes, especialmente se você for alérgico.

QUEM CUIDA DAS SUAS PREGAS (CORDAS) VOCAIS ?

Rouquidão provocada por gripe ou resfriado pode ser tratada por um Médico clínico geral ou Pediatra. No entanto, se ela durar mais de 2 semanas ou se não tiver uma causa evidente, deverá ser avaliada por um especialista em voz: o Médico otorrinolaringologista (especialista em nariz, ouvidos e garganta).
Problemas com a voz são melhor conduzidos por um grupo de profissionais que inclua o Médico otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo.