domingo, 23 de novembro de 2008

LARINGECTOMIA

A laringectomia é uma cirurgia para remover totalmente a laringe ou parte dela, ou seja, a laringectomia pode ser Total ou Parcial.

Cirurgia da Laringe:
http://cms.piso5.net/index.php?option=com_content&task=view&id=58&Itemid=29

Tratando bem a Voz

O que é Voz?

A voz é o som produzido pelo homem que identifica não somente a sua idade, seu sexo e seu tipo físico, como também é um dos meios mais fortes que identificam nossas características de personalidade e estado emocional.

Como perceber problemas na voz?

Ardência, dor na garganta, perda de voz ou rouquidão podem ser sinais de problemas vocais. A consulta com um médico otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo é necessária caso os sintomas persistam.

Como cuidar da sua voz?

Alguns cuidados básicos auxiliam a preservar a saúde vocal e previnem o aparecimento de alterações na voz.

1. Evite fumar - o fumo é altamente irritante. A fumaça age na mucosa do trato vocal, o que faz surgir um depósito de secreção provocando o pigarro.

2. Evite bebidas alcoólicas - as bebidas permitem uma anestesia dos tecidos com a conseqüente perda de sensibilidade e um provável abuso vocal.

3. Cuidado com o ar condicionado - muitas pessoas são sensíveis ao ar condicionado pois ele pode provocar um ressecamento da mucosa do trato vocal.

4. Evite o pigarro e tosses freqüentes - eles podem facilitar o aparecimento de alterações nas pregas vocais, devido ao grande atrito causado na mucosa.

5. Evite roupas apertadas - algumas roupas pressionam a região do pescoço (gravatas apertadas, golas altas, lenços, etc.) e do abdômen (corpetes, cintas, etc.), limitando a livre movimentação da laringe e do diafragma.

6. Beba água - a ingestão de 2 litros ao dia pode reduzir a viscosidade do muco da laringe.

7. Evite pastilhas refrescantes - elas são como anestésicos e podem permitir o abuso vocal.

8. Ingerir maças antes de utilizar a voz como atividade profissional é bom devido suas propriedades adstringentes.

9. Mantenha uma boa postura corporal, possibilitando a movimentação da laringe e a projeção adequada da voz.

10. Evite gritar ou falar por muito tempo para não provocar fadiga vocal.

11. Quando fizer uso prolongado de sua voz faça um repouso vocal de pelo menos 30 minutos, para poupar a musculatura fonatória e irrigar as pregas vocais.

Como a voz é produzida?

A voz é produzida na laringe. A laringe é um tubo vocal onde ficam as pregas vocais.Quando inspiramos o ar entra nos pulmões e as pregas vocais se afastam, permitindo a passagem do ar.Quando falamos as pregas vocais se aproximam, o ar sai dos pulmões e passa pela laringe permitindo a vibração das pregas vocais.O som produzido pelas pregas vocais passa por um “alto-falante” natural formado pela laringe, boca e nariz. Essas estruturas são chamadas cavidades de ressonância.Por fim, os diferentes sons da fala são articulados na boca, modificando o ar vindo dos pulmões. Esses movimentos devem ser precisos para produzir sons claros e inteligíveis.

Voz e idade
A voz pode ser alterada com tratamento fonoaudiológico Algumas pessoas possuem vozes que não combinam com seu tipo físico, sexo ou idade.

É o caso de homens adultos com vozes mais agudizadas que o normal, mulheres jovens com vozes agravadas e afonia, entre outros. Alguns desses problemas de voz não são causados por alterações na prega vocal, que é considerada normal em anatomia e fisiologia, se movimentando corretamente. Mesmo assim a pessoa não consegue produzir o som normal. É aí que entra uma das áreas de atuação em voz do profissional fonoaudiólogo: o tratamento das disfonias funcionais.A docente e supervisora da área de Voz da Clínica de Fonoaudiologia da Uniara, Maria Lúcia Dragone, explica que os distúrbios de voz são, algumas vezes, causados por problemas funcionais de postura de laringe ou funcionais psicossomáticos. "A pessoa não apresenta nenhuma lesão ou motivo visível e anatômico para a voz ser dessa forma", diz. A postura inadequada de laringe faz com que a pessoa se acostume a falar produzindo uma tensão inadequada no órgão ou um movimento compensatório inadequado. Isso é causado, de acordo com Maria Lúcia, por traumas emocionais, opções incorretas de postura da laringe ou tensão, que faz com que a pessoa não se acostume a produzir a voz de maneira solta. No caso de adultos do sexo masculino que possuem voz fina o problema pode se iniciar na passagem para a puberdade. Nessa fase, os garotos passam por um processo chamado muda vocal, que é o agravamento da voz em quase uma oitava. "A laringe e as pregas vocais crescem, existe toda uma mudança no organismo. Algumas vezes os rapazes não fazem essa mudança vocal com tranqüilidade e não se acostumam a produzir a voz na forma relaxada, mantendo uma postura inadequada de laringe", explica Maria Lúcia. Ela conta que a atuação fonoaudióloga nesses casos acontece, além da avaliação vocal, em um tratamento por meio de exercícios que servem como uma espécie de "manobra mecânica" da própria laringe. "Conseguimos, dessa forma, comprovar se o problema é postural da laringe e mostrar que a pessoa, com um ajuste motor diferente, pode emitir voz normal voluntariamente", diz. Descoberto o novo ajuste motor, o paciente passa a fazer terapia para desencadear e automatizar a postura diferente da laringe. "São feitos, por exemplo, alguns tipos de relaxamento cervicais com apoio de manobras digitais da laringe, que é conduzida para a posição correta durante a fala do paciente. Assim, ele percebe que tem uma outra opção motora", explica a fonoaudióloga. Ela acrescenta que os exercícios são bastante direcionados para cada caso.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Transplante de Laringe


De voz nova, em alto e bom som
Americano é o primeiro caso de transplante de laringe bem sucedido

Heidler: cantoria na igreja e palestras
O ex-bombeiro americano Timothy Heidler, de 43 anos, vive na pacata Duncansville, no Estado da Pensilvânia. Um de seus programas preferidos é cantar no coro da igreja local. A voz grave de Heidler é motivo de admiração na cidade – não por seu timbre, mas por ser um prodígio da medicina. Ele é o primeiro caso bem-sucedido de transplante de laringe, procedimento que desafia os cirurgiões desde a década de 60. Em 1978, Heidler sofreu um acidente de moto no qual perdeu essa parte da garganta essencial à fala – é dentro da laringe que ficam as cordas vocais. Até se submeter à operação, só conseguia comunicar-se (mal) com a ajuda de um aparelho eletrônico externo. Hoje, Heidler não só canta como se transformou em falador profissional. Dá palestras para grupos de vítimas de lesões graves na laringe. Também recuperou o olfato e o paladar. Agora só falta tampar o furo da traqueostomia por onde respirava antes do transplante. Sua história está relatada na última edição da revista The New England Journal of Medicine, uma das publicações científicas mais respeitadas dos Estados Unidos.

A cirurgia que devolveu a voz ao ex-bombeiro foi realizada em janeiro de 1998 por médicos de Cleveland. O doador foi um homem de 40 anos, morto em decorrência de um derrame. O transplante durou doze horas. Além da laringe, ele recebeu parte de uma nova traquéia e outra glândula tireóide. Num trabalho extremamente minucioso, os médicos religaram todos os vasos sanguíneos e nervos da área, o que garantiu o êxito da operação. A recuperação de Heidler foi surpreendente. Três dias depois do transplante, ele soltou um "hello". Contrariando as previsões médicas, no terceiro mês ele já conseguia engolir. Aos poucos, reconquistou o olfato e o paladar. O ex-bombeiro tem uma voz diferente da original, mas ela não é nada parecida com a do doador. Isso porque a voz é resultado do impacto do ar expirado sobre as cordas vocais, e não da conformação da laringe. "Depende muito mais da capacidade pulmonar de cada um", explica o médico Luiz Paulo Kowalski, especialista em cirurgia de cabeça e pescoço. O sucesso no caso de Heidler não significa que transplantes desse tipo estejam prestes a virar rotina. Como os riscos são altos demais, os médicos preferem instalar válvulas fonatórias artificiais em pessoas que perdem a laringe. Elas devolvem a capacidade de fala a 80% dos pacientes. A voz que sai das tais válvulas, porém, tende a ser muito fraca e abafada.
Revista VEJA - Edição 1 703 - 6 de junho de 2001